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Notícia II: NPS onera bancários do Santander

Dando sequência a nossa série de notícias a respeito das novas práticas comerciais do Santander (notícia 1 aqui), outra novidade imposta aos gerentes é a de atuação no autoatendimento. Duas vezes ao dia, devem permanecer na entrada da agência (onde normalmente ficam os caixas eletrônicos) oferecendo produtos. Além de potencializar os lucros, a prática visa aumentar o número de “promotores”, majorando seu NPS. Lançado por Fred Reichheld, autor do livro “A Pergunta Definitiva” (em inglês “The Ultimate Question”), o Net Promoter Score – NPS é uma ferramenta/métrica simples para medir a satisfação do cliente através da pergunta “Qual a probabilidade de você recomendar nossa empresa/marca/produto para um(a) amigo(a)/colega/parente?”, com escala de avaliação de 0 (extremamente baixa) a 10 (extremamente alta). Dependendo da pontuação, os questionados são classificados em três categorias: Promotores = respondentes que atribuíram notas 9 ou 10 Passivos = respondentes que atribuíram notas 7 ou 8 Detratores = respondentes que atribuíram notas de 0 a 6 Em que pese a ferramenta ser algo que agrega muito aos serviços e produtos ofertados pelo banco, na prática, tem se tornado um pesadelo para os funcionários Santander, devido a falta de especificidade em definir os reais motivos que levam um cliente a ser um “DETRATOR”, uma das desvantagens da ferramenta. Vale lembrar que o NPS tem impacto direto na remuneração variável dos funcionários (MAIS CERTO e CONSTRUÇÃO DO NEGÓCIO), acarretando “critérios ocultos de cômputo”, por não existir acesso a informação precisa por parte do banco. Um exemplo claro da injustiça do […]

Santander: entenda as novas práticas do circo comercial proposto pelo banco na busca incessante por lucro

No terceiro trimestre de 2017, o Santander Brasil viu seu lucro líquido crescer 37,3% em comparação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$2,586 bilhões. O resultado obtido não é consequência de progresso no cenário político e econômico nacional, mas sim a concretização do empenho e esforço diário de muitos de seus funcionários. Entretanto, não bastasse a cobrança diária e extenuante visando a superação das metas (Programa Mais Certo, Construção do Negócio, etc.), há algum tempo, superintendentes do banco introduziram, em algumas regionais, novas práticas na rotina de seus funcionários, visando aumentar o lucro do banco e, de quebra, potencializar o estresse dos gerentes. O teatrinho da empatia e da coincidência Uma delas é a instalação de uma campainha entre dois ou mais gerentes que é acionada pelos caixas executivos toda vez que estes identificam uma oportunidade de negócio em seus guichês. Assim, quando acionada, o caixa executivo “finge” buscar algo na retaguarda enquanto um dos gerentes deve abandonar sua mesa e se dirigir ao balcão, para oferecer os produtos da instituição. No final do dia, os caixas executivos preenchem um relatório no qual informam quantas vezes a campainha foi acionada e quantas vezes os gerentes compareceram e obtiveram êxito. É nítido que tal prática acarreta tensão e desconforto. Via de regra, quando a campainha toca, os gerentes estão executando outras tarefas que acabam comprometidas pela instabilidade ensejada. Obviamente, as estratégias adotadas pelo banco, demonstram que ainda não estão satisfeitos com o resultado apresentado. Eles querem mais. A questão é: […]

Bradesco prepara o terreno para nova legislação trabalhista

  Durante o mês de agosto, enquanto ainda corria o prazo para os bancários do Bradesco aderirem ao Plano de Desligamento Voluntário Especial (PDVE), dentro dos corredores do Centro Administrativo Hauer já circulavam mais de 150 pessoas participando de um processo seletivo organizado pela empresa de RH Atento. Característica da vaga? Operador de call center receptivo dos planos de previdência, função até então exercida por trabalhadores contratados pelo Bradesco, beneficiados pela Convenção Coletiva de Trabalho dos Bancários. A primeira perda para essas novas contratações via terceirização é de um dos benefícios alimentícios (a vaga prevê que você escolha entre VR ou VA, por exemplo), sendo que a categoria bancária tem direito aos dois. Fechamento de vagas, precarização de direitos – O reflexo mais evidente do corte de postos de trabalho no Bradesco, desde o anúncio da compra do HSBC, é a precarização do atendimento, das condições de trabalho, o excesso de metas para pouca gente cumprir. “Entre tantas ações do movimento sindical pela proteção do emprego, liminares judiciais, atos, mobilizações, acordo com o banco para não demitir no processo de transição, busca de intervenção do poder público em todas as instâncias, a intenção do Bradesco está clara agora, em 2017. Tudo é pela redução de custo e consequente aumento de lucro, que no sistema financeiro só aumenta”, denuncia Cristiane Zacarias, representante do Paraná na COE Bradesco. Acesse aqui a íntegra da versão online da Folha Bancária Paula Padilha SEEB Curitiba – Folha Bancária

Empresa é condenada por obrigar vendedor a cantar o Hino Nacional quando chegava atrasado

A Café Três Corações S.A. terá de indenizar um vendedor obrigado a cantar o Hino Nacional perante os colegas quando chegava atrasado ao trabalho. A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso da empresa contra decisão que reconheceu o dano moral na submissão do empregado a tratamento vexatório, ao impor-lhe uma atividade alheia àquelas para as quais foi admitido e sequer relevante para sua função. O auxiliar de vendedor considerava humilhante cantar o hino em frente aos colegas, e disse que era motivo de chacota quando errava a letra. O Tribunal Regional do Trabalho, com base na prova oral, confirmou a sua versão dos fatos. Uma das testemunhas o viu cantar o hino junto com outro colega, também atrasado, e outra afirmou de que a prática, já suspensa, foi instituída por um supervisor e admirador do hino, que escolhia os mais atrasados ou com menor desempenho para “puxar” o canto. Citando casos semelhantes envolvendo a mesma empresa, o TRT entendeu que não se tratava da exaltação de um símbolo nacional, mas da “utilização de um suposto respeito cívico apenas para punir os empregados”. Concluindo pela ilicitude do ato, o Regional deferiu indenização de R$ 3 mil. No recurso ao TST, a Três Corações argumentou que cantar o hino nacional “não pode ser considerado como circunstância de trabalho degradante”. Mas para o relator, ministro Brito Pereira, a exposição do trabalhador a situação degradante, obrigando a praticar uma atividade alheia à que desempenhava, configurou assédio moral. A decisão foi unânime […]

Cumulação de cargo TBN da CEF e de professor é válida

A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho considerou válida a acumulação dos cargos de técnico bancário da Caixa Econômica Federal (CEF), empresa pública, com o de professor da rede pública de ensino. A decisão foi proferida no julgamento de recurso de embargos da CEF contra acórdão da Segunda Turma, que permitiu a acumulação a uma empregada da Caixa. Na decisão questionada pela CEF, a Segunda Turma considerou possível a cumulação diante da compatibilidade de horários e das peculiaridades do cargo de técnico bancário da CEF, que exige conhecimentos específicos e profundos sobre o sistema financeiro nacional. Com essa fundamentação, a Turma proveu recurso da trabalhadora e restabeleceu sentença que permitiu o exercício simultâneo das duas atividades. Conhecimento específico No recurso à SDI-1, a Caixa sustentou que o cargo de técnico bancário, apesar da nomenclatura, não apresenta as características necessárias ao enquadramento na exceção do artigo 37, inciso XVI, alínea “b”, da Constituição da República, pois não demandaria conhecimentos específicos. O relator dos embargos, ministro Cláudio Brandão, explicou que esse dispositivo da Constituição vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, “exceto quando houver compatibilidade de horários e desde que seja de um cargo de professor com outro técnico ou científico”. Foi nessa exceção que ele incluiu o caso da empregada da Caixa. Brandão assinalou que, assim como concluiu a Turma, o cargo de técnico bancário, apesar de exigir apenas a conclusão do Ensino Médio como requisito para ingresso nos quadros da empresa pública, após prévia aprovação […]
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